Atualização regulatória
Inteligência artificial na medicina e responsabilidade profissional
A adoção de inteligência artificial em apoio ao diagnóstico, à documentação e à gestão clínica cria novas possibilidades, mas não transfere automaticamente a responsabilidade profissional. A Resolução CFM 2.454/2026 estabeleceu parâmetros nacionais para o uso dessas ferramentas na medicina.
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A decisão médica continua sendo do profissional
A resolução preserva a autonomia do médico e sua responsabilidade ética pelo ato profissional. Uma recomendação gerada por sistema automatizado deve ser avaliada criticamente à luz do quadro clínico, das limitações da ferramenta e das informações disponíveis. O uso de IA não deve ser tratado como substituto da análise profissional.
Registro no prontuário
Quando a inteligência artificial for utilizada como apoio relevante ao cuidado, o registro do uso e das informações pertinentes no prontuário ajuda a tornar o processo decisório rastreável. O prontuário deve continuar refletindo a avaliação, a conduta e a responsabilidade do profissional que prestou o atendimento.
Dados, sigilo e governança
- Verificar a finalidade e a base de uso da ferramenta no ambiente clínico.
- Evitar inserir dados identificáveis de pacientes em serviços não aprovados pela instituição.
- Conhecer limitações, alertas e possibilidade de respostas incorretas.
- Manter revisão humana das informações que influenciam diagnóstico ou tratamento.
- Seguir as regras de prontuário, consentimento, segurança e proteção de dados aplicáveis.
Riscos de automação sem supervisão
Respostas plausíveis podem conter omissões, vieses ou erros. Copiar automaticamente um texto para o prontuário ou seguir uma sugestão sem confrontá-la com o caso pode aumentar o risco clínico e documental. A instituição também deve definir ferramentas autorizadas, controles de acesso e procedimentos para incidentes.
O que revisar no Seguro RCP
O uso de novas tecnologias deve ser compatível com as atividades declaradas na proposta. Vale confirmar como a apólice trata telemedicina, incidentes com dados, custos de defesa e eventuais exclusões tecnológicas. RCP e seguro cibernético têm objetos diferentes e não devem ser considerados equivalentes sem leitura contratual.
Fontes e atualização
Conteúdo revisado em . A cobertura aplicável depende da proposta, apólice e condições contratuais.
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Na cotação, informe especialidade, atividades e eventuais necessidades de cobertura especial.